William Pugh, co-designer de The Stanley Parable, está longe de ser um jogador comum. Segundo informações divulgadas pelo PC Gamer, ele acumulou mais de 1.600 horas jogando Dota 2 — um número que ele mesmo considera um sinal de dependência. Em entrevista para o formato "Disk Cleanup", o criador da Crows Crows Crows afirmou que o jogo não é feito de amor, mas sim de ódio e vontade de dominar.

"É um jogo feito de ódio, não de amor. É um jogo alimentado por ódio e pelo desejo de conquistar", disse Pugh, que hoje está em tratamento para se afastar do jogo. Apesar de ter saído do ciclo de jogos competitivos, ele ainda mantém um olhar crítico sobre o cenário atual do gênero MOBA.

Atualmente, Pugh está envolvido com Deadlock, um novo título que ele considera uma versão mais limpa do que o tradicional modelo de MOBA. "É como Dota, mas sem todo o lixo acumulado: mana, farming de creep, tudo isso sumiu", explicou. Ele destaca que o jogo mantém o espírito colaborativo, especialmente em duplas, e ainda não possui monetização complexa — com apenas uma skin por herói.

Antes de Deadlock, Pugh estava imerso em Big Walk, um jogo de exploração local com amigos e áudio espacial, que ele elogiou como "um jogo incrível". No entanto, ele não poupou críticas a Peak, outro título que ele acredita ter copiado o conceito do Big Walk de forma muito próxima.

Apesar de seus jogos favoritos, Pugh continua ativo como produtor do jogo de terror histórico *Hunter's Moon*, para PS5, e trabalha em seu próximo grande projeto com a Crows Crows Crows, que ainda está em desenvolvimento.