Depois de mais de duas décadas jogando World of Warcraft, desde seu lançamento em 2004, sinto que o jogo é parte da minha história. E, com a chegada de World of Warcraft: Forever, percebi que a Blizzard não só reacendeu essa conexão emocional como a aprimorou.

O novo título, lançado em novembro de 2026, é apresentado como uma terceira linha de experiências no universo WoW — entre o Classic e o Retail — e já é conhecido pelos fãs como "Classic Plus". A proposta é clara: trazer de volta o sentimento dos primeiros anos do jogo, com dificuldade mais alta e mecânicas mais autênticas, mas com melhorias que fazem a experiência mais acessível.

Entre os destaques estão novos gráficos, a introdução da raça Skyborne, uma interface mais moderna e uma série de melhorias de qualidade de vida herdadas do WoW Retail, especialmente da expansão Midnight. O nível máximo é fixo em 60 — sem expansões futuras —, o que garante uma jornada linear, focada em zonas, dungeons e equipamentos de nível, sem a necessidade de subir para níveis superiores.

O beta atual permite subir até o nível 20, e a expectativa é que o limite aumente para 30 antes do fim da fase de testes. Ainda assim, o conteúdo já é suficiente para preencher horas de diversão. O mais interessante é o retorno do espírito comunitário: os servidores são baseados em estilos de jogo (PvE, PvP, Roleplay), e cada um está cheio de jogadores, trazendo de volta a sensação de Azeroth como um lugar vivo — algo que muitos sentiam falta desde os tempos de maior popularidade.

De fato, a sensação de estar em casa — mesmo que o lar tenha sido reformado — é imediata. Ainda há aquele toque de brincadeira maliciosa entre jogadores, a troca de gritos em Stormwind e o trabalho em equipe em Auberdine. Tudo isso faz com que o jogo pareça um MMO de verdade novamente.

Para quem já deixou de jogar por anos, o Forever pode ser a porta de entrada perfeita. E, mais do que isso, parece que a Blizzard não precisa de um "sequel" — só de lembrar como era bom quando tudo começou.