Microsoft está procurando um parceiro para apoiar o estúdio Arkane Lyon durante a fase final do desenvolvimento de Marvel's Blade, além de prorrogar o prazo para encontrar um comprador. A decisão vem após o anúncio de que o estúdio estava em risco de fechamento, com 217 funcionários em situação de incerteza.

O prazo inicial para encontrar um novo dono era 13 de novembro, mas foi estendido por mais um mês. Segundo a empresa, a extensão visa explorar opções, incluindo a parceria com outra companhia para financiar a conclusão do jogo. A Microsoft afirmou que está mantendo o Conselho de Trabalho informado durante todo o processo.

O estúdio foi notificado da decisão em 16 de julho, logo após a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, anunciar cortes em outras divisões, como Compulsion Games, Double Fine, Ninja Theory e Undead Labs. Enquanto Ninja Theory foi fechado, os demais estúdios se tornaram independentes. Mais de 1.600 vagas foram cortadas no setor de games da Microsoft.

Apesar da tensão, o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, acredita que o fechamento do Arkane Lyon é improvável. Ele destacou que encerrar um estúdio francês é caro — especialmente por conta das leis trabalhistas locais, que exigem longos períodos de aviso e indenizações generosas. Segundo Schreier, a própria Microsoft tem interesse em evitar esses custos.

Ainda segundo o jornalista, há múltiplas opções em negociação para salvar o estúdio. Ainda que a empresa tenha dito que busca reduzir custos e melhorar a lucratividade de curto prazo, o estúdio está em bom ritmo de desenvolvimento.

Em junho, Todd Howard, da Bethesda Game Studios, elogiou o trabalho da equipe do Arkane Lyon, dizendo que estava impressionado com o que viu. Ainda sem novidades oficiais, o jogo está previsto para ser revelado no início de 2027 e lançado no quarto trimestre daquele ano.

O sindicato dos funcionários está pressionando pela recontratação dos trabalhadores em outras unidades da Xbox, caso o estúdio não seja vendido. A entidade não descarta a possibilidade de ação judicial contra a Microsoft, alegando que o plano de demissão não considera as dificuldades do mercado de games no momento.