Um novo cenário está se formando no mundo do Xbox Game Studios, segundo o analista Joost van Dreunen, professor da NYU Stern e especialista em indústria de games. Ele descreve a atual reorganização como uma "aquisição inversa", em que estúdios que Microsoft construiu ao longo dos anos estão sendo colocados sob o controle de outras empresas que ela mesma adquiriu.
Recentemente, a Microsoft anunciou uma nova rodada de demissões — 268 vagas cortadas no total — além de uma reestruturação profunda do estúdio. Playground Games e Turn 10 foram fundidos. Obsidian Entertainment agora está sob a gestão de Bethesda Game Studios. Já Rare, World's Edge e o próprio franquia Halo foram transferidos para o grupo Activision Blizzard.
Van Dreunen afirma que colocar o Halo, um dos pilares da marca Xbox, sob o controle da Activision — empresa que Microsoft comprou por US$ 69 bilhões em 2023 — é uma medida surpreendente. Ele vai além: vê isso como evidência de que o Xbox não estava gerindo bem seus próprios estúdios. "É como se o que Microsoft pagou fosse, na verdade, o time de gestão mais qualificado", diz o analista.
Ele compara a situação ao caso da Disney, que, em 2006, comprou a Pixar e usou sua liderança criativa para revitalizar seus próprios estúdios de animação. "Agora está claro que as aquisições da Microsoft foram menos sobre os IPs e mais sobre o talento gerencial", conclui.
Apesar das críticas, a Microsoft ainda afirma que o Xbox tem os melhores IPs e os estúdios mais talentosos do mercado. O CEO da empresa afirmou confiança de que o negócio voltará ao crescimento. Porém, com cortes constantes, fechamentos de estúdios e a migração de franquias-chave para outras divisões, o futuro do Xbox Game Studios está sob intensa análise.