A Microsoft lançou mundialmente o programa de migração de jogos físicos para digitais no Xbox, permitindo que usuários transfiram seus títulos físicos para uma versão digital com uma única licença. É uma boa notícia para quem quer manter sua biblioteca de jogos no novo ciclo de consoles, especialmente com o avanço rumo a uma era totalmente digital.

Porém, a migração não é tão simples assim. O Xbox Series X tem apenas 802GB de armazenamento útil — o suficiente para poucos títulos grandes. Jogos como Gears of War: E-Day ocupam 120GB, Baldur’s Gate 3 precisa de cerca de 150GB e The Witcher 3 Remastered consome 50GB. Com isso, o espaço interno logo se torna insuficiente.

Para resolver, o sistema aceita qualquer disco rígido USB 3.0, mas o preço dos modelos externos está alto. No Brasil, um HD externo de 1TB de marcas confiáveis como Western Digital ou SanDisk custa em torno de R$ 600 a R$ 700, dependendo da loja e da disponibilidade. Um modelo de 2TB pode passar de R$ 1.200, e os de 4TB ultrapassam R$ 2.000.

Se você tem 10 a 13 jogos físicos, precisará de 1TB. De 14 a 26 títulos, 2TB. Mais de 26 jogos exigem pelo menos 4TB. Considerando que cada jogo médio ocupa cerca de 75GB, o custo total pode chegar a centenas de reais só para armazenamento.

Apesar de SSDs oferecerem melhor desempenho, para armazenar jogos — e não executá-los — um HD externo ainda é a opção mais equilibrada em 2026. Ainda assim, o preço dos drives está em alta, com aumentos de até 100% em relação ao ano anterior.

Segundo a Microsoft, os jogos digitais podem ser acessados na nova geração sem problemas, mesmo que não estejam instalados no console atual. Mas para jogar, é preciso mover os arquivos para o armazenamento interno do Xbox, o que exige paciência e gerenciamento constante.

Enquanto o Xbox oferece uma solução prática, o custo do armazenamento pode ser um obstáculo real para muitos jogadores brasileiros, especialmente em um mercado onde o preço dos equipamentos ainda é sensível ao câmbio e à logística.