A CEO do Xbox, Asha Sharma, se posicionou oficialmente contra rumores de que a Microsoft estaria considerando vender a divisão de jogos. Em entrevista ao The New York Times, Sharma afirmou com clareza: "O Xbox não está à venda".
Segundo ela, a empresa está focada em preparar o Xbox para o sucesso a longo prazo, analisando parcerias estratégicas, modelos operacionais e investimentos necessários para fortalecer a plataforma. A declaração surge em meio a uma série de mudanças profundas na divisão, incluindo cerca de 2.000 demissões, fechamento de estúdios e cancelamento de títulos.
Apesar da reestruturação, que incluiu a transferência de franquias como Halo para a Activision Blizzard, e o foco em poucas grandes IPs — como The Elder Scrolls, Fallout e Minecraft —, a Microsoft não está sinalizando uma venda. Analistas acreditam que, mesmo com os custos elevados e desempenho financeiro frágil, o negócio integral do Xbox é pouco atraente para compradores, especialmente após a aquisição da Activision Blizzard por US$ 69 bilhões.
Sharma destacou que o Xbox tem uma base instalada menor e estrutura de custos mais alta do que concorrentes, com margens de lucro entre 3% e 10 vezes menores que empresas comparáveis. O negócio enfrenta pressão também com a crise global de componentes, que levou à duplicação dos custos de memória e armazenamento — um dos motivos para o aumento de preço dos consoles.
Apesar disso, a meta ambiciosa da Microsoft é levar o Xbox a 1 bilhão de usuários por dia, um número que gerou ironia na internet. Para alcançar isso, a empresa aposta em expansão para mercados como África e Sul da Ásia por meio da nuvem, além de fortalecer o Minecraft como concorrente direto do Roblox.
Com 500 milhões de jogadores ativos mensalmente, o Xbox ainda tem um público significativo. A estratégia atual prioriza o Game Pass, o multiplataforma e um portfólio mais enxuto, mesmo com os desafios financeiros e operacionais.