Em 2013, a Microsoft introduziu uma alteração sutil nos discos do Xbox One: a inclusão de números de série únicos para rastrear cada mídia. O objetivo era apoiar um futuro digital com controle rígido de direitos, incluindo a venda de jogos usados e acesso online constante.
Esse plano foi abandonado após uma intensa reação negativa da comunidade, especialmente após o vídeo da Sony que mostrava o fim dos jogos usados. A ideia de um Xbox One totalmente digital e sempre conectado foi enterrada.
Porém, mesmo com o fim das iniciativas originais, a Microsoft continuou a imprimir discos com essa marcação. Hoje, esse dado é a base do novo recurso de disc-to-digital, que permite que usuários inseram um disco físico no console e recebam uma cópia digital, acessível sem o disco.
Segundo o The Verge, alguns dos primeiros discos do Xbox One não tinham esse rastreamento, o que explica por que nem todos funcionam com o novo sistema. Ainda não há indícios de que a Sony tenha feito o mesmo com os discos PS4 e PS5, o que torna improvável que ela ofereça algo semelhante.
É uma ironia: o fracasso do modelo digital forçado do Xbox One acabou gerando uma solução prática para os jogadores — e isso acontece justamente quando a Sony anuncia o fim dos jogos físicos em 2028.
O cenário levanta perguntas importantes sobre propriedade digital: você realmente possui seus jogos? O que acontece com eles ao morrer? Será possível jogar offline sem conexão constante?