O novo Yeti 2, lançado pela Logitech após anos de espera, está redefinindo o que esperamos de um microfone USB de alto desempenho. Com design fiel ao clássico Blue Yeti — que marcou gerações de streamers e criadores de conteúdo —, o modelo traz uma novidade que não causa o típico mal-estar com IA: ela está embutida no próprio hardware, com machine learning integrado para funções práticas.

Na demonstração realizada em Varsóvia durante o evento G Play, o microfone impressionou por funcionar de forma intuitiva. A tela OLED permite ajustes em tempo real, como escolher modos pré-definidos para podcast, música ou streaming, ou alterar o padrão polar de forma dinâmica. O mais interessante é o modo de seguimento de voz, que ajusta automaticamente a direção do microfone com base na posição da cabeça e na detecção de voz — sem câmera, sem coleta de dados visuais, segundo a Logitech.

A redução de ruído também foi eficiente. Em um ambiente barulhento, o nível 1 eliminou quase todos os ruídos de fundo, enquanto o nível 2 removeu quase tudo, mantendo a voz natural. O nível 3, no entanto, começou a cortar frequências importantes, o que indica que o uso do nível 1 ou 2 é mais indicado para quem quer qualidade sem compromissos.

O preço de US$160 (cerca de R$ 950 no Brasil) é considerado alto, mas dentro do esperado para um produto de gama alta. Com isso, o Yeti 2 se posiciona como uma evolução real do icônico modelo, especialmente para quem busca um microfone plug-and-play com recursos inteligentes sem exageros.

Apesar do ceticismo comum em relação a IA em dispositivos, o Yeti 2 mostra que, quando bem aplicada, ela pode melhorar a experiência — e não atrapalhar. Para quem vive do streaming, podcast ou gravação, pode ser um dos microfones mais completos do mercado em 2026.