O lendário desenvolvedor Yuji Horii, co-criador da franquia Dragon Quest, surpreendeu o mundo dos games com o lançamento de um novo título feito inteiramente com inteligência artificial. Segundo ele, o processo de criação levou apenas cerca de 30 minutos.

O jogo, uma experiência textual de investigação semelhante ao clássico 'The Portopia Serial Murder Case', foi publicado em suas redes sociais com um aviso: "Não pressione o botão de boost". Horii destacou que, enquanto na década de 1980 ele criou o original sozinho — escrevendo a história, desenhando os elementos visuais e programando tudo — hoje, com IA, é possível produzir um jogo funcional com poucas instruções.

"Hoje, mesmo sem saber desenhar ou programar, basta dar ordens à IA e consigo criar um jogo decente sozinho. É realmente impressionante", escreveu ele no X (antigo Twitter), em post em japonês e inglês.

Horii, de 72 anos, já vinha explorando o uso de IA em projetos anteriores. No ano passado, o jogo MMO Dragon Quest 10 ganhou um NPC chamado "Chatty Slimey", alimentado pelo Gemini da Google, capaz de conversar com jogadores em tempo real. Ele defendeu a iniciativa, afirmando que a IA moderna já é capaz de responder com naturalidade e sem inventar informações.

Além disso, o desenvolvedor está trabalhando em dois projetos importantes: Dragon Quest 12: Beyond Dreams e uma sequência inesperada de 'The Portopia Serial Murder Case', após décadas de espera. Ainda assim, sua nova experiência com IA reacendeu o debate sobre o uso da tecnologia na indústria — especialmente em um momento em que muitos criadores temem pela segurança do emprego.

Apesar das preocupações, Horii vê a IA como uma ferramenta que pode democratizar o desenvolvimento de jogos. O lançamento de seu novo título, feito em minutos, é um exemplo claro do potencial — e das implicações — da geração de conteúdo por inteligência artificial no setor de games.