O diretor Zach Cregger revelou que o final mais esperançoso de 'Resident Evil' — com o protagonista Bryan ainda lutando pela humanidade — não era parte do plano original do filme.

Na versão inicial, Bryan, após se transformar em uma criatura monstruosa, matava os cientistas da Umbrella que tentavam curá-lo. A cena terminava com o personagem destruindo o laboratório e o filme encerrando de forma sombria, sem esperança.

Segundo Cregger, o público reagiu mal a essa versão: "Pessoas disseram: 'É isso? Acabou?'." Ele admitiu que, por um instinto, havia filmado uma cena extra — um cientista colocando a seringa no bolso — como um plano B, só por precaução.

"Foi só por um sentimento. Eu pensei: 'Acho que vou precisar disso.'", contou. A cena acabou sendo essencial para manter o suspense até o fim e dar ao espectador uma última chance de acreditar que Bryan ainda poderia ser salvo.

Com essa mudança, o filme ganhou um novo tom emocional, com o público se envolvendo na luta para salvar o protagonista, mesmo diante da transformação. Cregger destacou que a decisão foi crucial para manter as tensões elevadas até o último segundo.

"Antes era só: 'Mata eles, acho que é isso.' Agora é: 'Salve ele, salve ele.'", disse.

O filme já está nos cinemas e já gerou especulações sobre um possível segundo filme, especialmente com o final aberto e a presença de elementos da franquia original.