Ultima VII: The Black Gate, lançado em 1992 pela Origin Systems, é considerado um dos melhores RPGs de todos os tempos. O jogo frequentemente aparece em listas de "melhores do PC" e é citado por desenvolvedores renomados, como Todd Howard, da Bethesda, e Swen Vincke, da Larian Studios, como uma grande influência em suas obras.
A trama começa com o Avatar sendo provocado por uma entidade chamada Guardian, que leva o protagonista à cidade de Trinsic, onde 200 anos se passaram desde sua última visita. O cenário é sombrio, com um assassinato brutal e um Gargoyle inocente morto, deixando a população em choque.
Segundo Richard Garriott, criador da série, cada jogo da franquia aborda questões sociais contemporâneas. Em Ultima VII, ele queria reintroduzir o conceito de um mal real, representado pelo Guardian, que se opõe ativamente ao jogador. Garriott menciona que a história reflete preocupações sociais que eram relevantes na época de seu desenvolvimento.
Um dos aspectos mais intrigantes do jogo é sua mistura de gêneros. Ultima VII tem elementos de mistério, permitindo que os jogadores investiguem cenas de crime e interajam com NPCs. A história foi escrita por Raymond Benson, que trouxe influências de mistérios e thrillers, criando uma narrativa que se desdobra em uma trama muito mais ampla.
Os NPCs em Ultima VII são notáveis por sua profundidade e interatividade. O mundo é rico em detalhes, permitindo que os jogadores explorem, conversem e vivam dentro de Britannia. O sistema de conversa foi aprimorado em relação aos jogos anteriores, proporcionando uma experiência mais imersiva.
Andrew Morris, um dos escritores do jogo, enfatiza que a equipe buscou dar vida aos personagens e criar um mundo coeso e interconectado. A colaboração entre os membros da equipe foi fundamental para alcançar esse objetivo.