Quando o Super Nintendo foi lançado na América do Norte em 23 de agosto de 1991, a Nintendo começou a mostrar que seu hardware poderia oferecer experiências ambiciosas que o NES não conseguia. Os jogos aproveitavam novas capacidades, como uma paleta de cores mais rica e visuais em Mode 7, que criavam a ilusão de profundidade tridimensional.
Um marco importante nesse processo foi o lançamento do Super Game Boy em 1994. Esse acessório era um cartucho que transformava o Super Nintendo em um dispositivo capaz de rodar jogos do Game Boy e Game Boy Color, exceto os cartuchos transparentes que não eram compatíveis. O Super Game Boy não utilizava emulação, mas sim uma CPU semelhante à do Game Boy, o que proporcionava uma experiência bastante fiel.
Na época, o Game Boy original exigia quatro pilhas AA, o que se tornava caro para muitos jogadores. Embora existisse um acessório que permitia conectar o Game Boy à tomada, isso limitava a mobilidade e a tela pequena e com tonalidade verde não era ideal. O Super Game Boy solucionou esses problemas, permitindo que os jogadores desfrutassem de seus jogos favoritos em telas de TV maiores e com bordas personalizadas.
Além disso, alguns jogos tinham melhorias significativas, como som aprimorado e modos multiplayer. No entanto, nem todos os cartuchos se beneficiavam do novo hardware. Por exemplo, "The Legend of Zelda: Link’s Awakening DX" tinha um conteúdo exclusivo que só podia ser acessado no Game Boy Color, enquanto "Space Invaders" oferecia uma versão melhorada quando jogado no Super Game Boy.
O Super Game Boy não foi a última inovação da Nintendo para unir portáteis e consoles. Em 2003, a empresa lançou o Game Boy Player para o GameCube, que também suportava jogos de Game Boy Advance. Com o lançamento do Switch em 2017, a Nintendo já tinha experiência suficiente para saber que havia um público para consoles híbridos, desafiando as dúvidas sobre a viabilidade desse formato.