Com o lançamento iminente de Grand Theft Auto 6, resolvi voltar a jogar um dos jogos mais marcantes da minha infância: Grand Theft Auto: San Andreas. Em 2005, foi um dos primeiros títulos que comprei para o PlayStation 2, ao lado de Final Fantasy X, Kingdom Hearts e Devil May Cry 3.
Hoje, optei por jogar a versão remasterizada no PC, através do Grand Theft Auto: The Trilogy – Definitive Edition, e decidi não usar um controle — os controles do jogo são tão desajeitados que só piorariam a experiência.
Na abertura, ao pegar uma bicicleta para entrar em Grove Street, fui transportado de volta à minha adolescência. A emoção era real. Mas logo me lembrei de por que esse jogo, apesar de grandioso, era tão difícil de jogar com precisão: os controles são ásperos, o movimento do personagem é imprevisível, e o sistema de mira é frustrante.
Essa contradição — amar o mundo aberto e os personagens, mas odiar a forma como se controla CJ — chegou ao auge na missão "OG Loc". Nela, CJ, Sweet e OG Loc precisam resgatar Jeffrey, um amigo preso na delegacia, que assumiu a identidade de "OG Loc" para entrar no mundo do crime.
O momento mais problemático vem quando Jeffrey é agredido por outro preso que, segundo ele, roubou suas rimas. A cena é dramática, mas a frustração vem do jogo: a mecânica de combate e movimentação torna quase impossível completar a missão com precisão, especialmente em um momento tão emocional.
Essa experiência reforça o quanto a Rockstar evoluiu nos últimos 22 anos. Hoje, jogos como os da série Red Dead Redemption ou os lançamentos recentes da franquia GTA têm controles fluidos, inteligência artificial mais realista e uma direção de arte imersiva — algo que era quase inexistente em San Andreas, mesmo para a época.
Se o novo GTA 6 for tão bem feito quanto os avanços que a empresa demonstrou desde então, o futuro da franquia está mais promissor do que nunca.
Marca: www.polygon.com