Mexican Ninja, estreia da desenvolvedora Madbricks, é um beat ‘em up roguelite que ousa misturar elementos da cultura mexicana com o universo dos ninjas japoneses. O resultado é uma experiência visualmente marcante, repleta de humor escrachado, pancadaria constante e uma estética que se destaca em meio ao cenário atual de jogos de ação.

O jogo se baseia em rodadas de combate em estilo clássico, com progressão por geração, onde cada tentativa traz novos inimigos, itens e desafios. A ambientação, com cenas de narcos, festas tradicionais e referências culturais mexicanas, cria um tom único — mas nem sempre bem aproveitado.

Apesar do apelo visual e da energia contagiante, o jogo sofre com repetição excessiva e mecânicas que não se sustentam ao longo do tempo. Algumas ideias, como os power-ups absurdos ou as fases com temática folclórica, são promissoras, mas acabam se perdendo em um ciclo de derrotas e recomeços sem grandes evoluções.

Segundo a Madbricks, o objetivo era criar um jogo que fosse divertido, descolado e com identidade própria. E, em certos momentos, o título atinge esse objetivo. Mas, em sua forma atual, o equilíbrio entre diversão e cansaço é desfavorável. O ritmo acelerado pode atrair, mas a falta de profundidade no sistema de progressão e na narrativa limita o envolvimento.

Para o mercado brasileiro, o jogo está disponível no Steam e custa R$ 89,90, sem conteúdo exclusivo ou lock regional. A experiência é interessante para quem curte jogos com estilo e humor, mas pode não justificar o tempo para quem busca mais substância.