Beast of Reincarnation, o mais recente projeto da Game Freak, traz uma mistura caótica de ideias e influências de títulos consagrados. Embora tenha seus momentos de brilho, o jogo enfrenta dificuldades para encontrar uma identidade própria.
A história começa em um mundo pós-apocalíptico, repleto de elementos de ficção científica, como um "walker" semelhante ao AT-AT. O jogo apresenta uma variedade de criaturas mágicas, behemoths amaldiçoados e uma trilha sonora envolvente, mas a narrativa é contada de forma confusa e desarticulada.
O jogador assume o papel de Emma, uma caçadora que busca derrotar os Nushi, imponentes behemoths que dominam as regiões semi-abertas do jogo. A jogabilidade, que combina combate e plataformas, é repleta de mecânicas inspiradas em títulos como Sekiro e Monster Hunter, mas a execução deixa a desejar.
Os combates são um dos pontos altos, com um sistema de parry que recompensa a precisão. No entanto, a câmera e o sistema de lock-on podem causar frustrações, especialmente em lutas contra múltiplos inimigos. Além disso, a falta de variedade nos cenários e inimigos torna a exploração cansativa.
Apesar de suas falhas, Beast of Reincarnation consegue cativar com sua atmosfera melancólica e momentos de beleza. A jornada de Emma, marcada por descobertas pessoais e a busca por pertencimento, é tocante, mesmo em meio a um jogo que carece de polimento em várias áreas.
A análise conclui que, apesar de ser um jogo bagunçado, Beast of Reincarnation tem um espírito autêntico que vale a pena ser explorado.