The Relic: First Guardian parece, à primeira vista, uma adição promissora ao crescente número de jogos de ação de médio porte. Ideal para aqueles que buscam algo entre os grandes lançamentos. No entanto, ao se aprofundar, percebe-se que o jogo não atende às expectativas criadas, apresentando problemas técnicos e uma execução insatisfatória de suas próprias propostas.
Visualmente, The Relic deixa a desejar. Os modelos de personagens são genéricos, com uma estética medieval que não se destaca. As expressões faciais são simplistas e a qualidade gráfica é comprometida por um efeito de baixa resolução. Os ambientes, embora com uma atmosfera de desolação, são repetitivos e carecem de diversidade.
Explorar as regiões do jogo pode ser intrigante, mas frequentemente é frustrante devido a problemas de colisão e pontos de viagem que ficam inacessíveis. As missões secundárias, baseadas em folclore coreano, oferecem histórias interessantes, mas muitas vezes são mal escritas e mal localizadas, o que prejudica a imersão.
O combate é um dos poucos aspectos que se destacam, com cinco armas distintas que exigem um timing adequado. No entanto, a falta de feedback visual sobre a resistência dos inimigos torna a experiência frustrante. Os inimigos comuns não oferecem um desafio significativo, e os chefes, embora mais elaborados, podem ser afetados por falhas técnicas.
A personalização das armas e as habilidades adicionam variedade ao combate, mas o sistema de progressão é lento e desmotivante. A falta de um sistema de recompensas satisfatório faz com que o ato de coletar loot se torne tedioso.
Em resumo, The Relic: First Guardian apresenta uma proposta interessante, mas falha em diversos aspectos, desde a execução técnica até a narrativa. Para os fãs de jogos de ação, pode ser uma experiência decepcionante.