Apesar da forte reação entre os fãs, um analista afirma que a oposição ao fim da produção de discos para o PS5 vem de uma minoria — mas uma que ainda representa um volume significativo de receita.
Rhys Elliott, da Alinea Analytics, analisou os dados de vendas de títulos no PS5 e destacou que jogos com foco em single-player, como Resident Evil: Requiem, Marvel's Wolverine e Onimusha: The Way of the Sword, têm alta participação de vendas físicas — entre 30% e 40%. Já títulos multiplayer e de esportes, como FC 27 e MLB The Show 26, têm menos de 10% em cópias físicas.
Segundo Elliott, essa diferença mostra um comportamento claro: quem gosta de histórias profundas e experiências completas prefere o físico, enquanto jogadores de jogos online e live-service estão quase totalmente no digital.
Apesar de serem uma minoria no total de usuários, esse grupo é valioso para a Sony. Ele gasta bastante — em edições especiais, pré-vendas e suporte pós-lançamento. Ainda assim, a empresa está se afastando do disco por questões de custo: fabricação, logística e distribuição são caras, enquanto o digital oferece maior controle e redução de gastos.
O analista ainda aponta que a reação negativa não é só sobre o produto, mas sobre a comunicação da Sony. A empresa costuma ser reservada, mas nesse caso, a falta de diálogo gerou desconfiança. "Alguns vão embora, mas muitos vão continuar comprando no PS Store, mesmo que relutantes", diz.