A Ubisoft decidiu revisitar alguns de seus clássicos, e um dos mais emblemáticos é Assassin’s Creed 4: Black Flag, agora lançado como Assassin’s Creed Black Flag Resynced. Apesar de mostrar que a desenvolvedora ainda tem qualidade, o remake carrega algumas falhas do passado.
Explorar os mares do Caribe como Edward Kenway é uma experiência visualmente impressionante. Os gráficos foram aprimorados, com mapas e cores mais vibrantes, tornando esta versão a mais bonita do jogo. O novo sistema de combate, que agora inclui parry e uso de ferramentas, traz mais dinamismo, embora a inteligência artificial dos inimigos seja decepcionante, resultando em combates repetitivos e situações de stealth que muitas vezes se tornam cômicas.
A exploração do mundo ainda é um dos pontos altos, com missões secundárias e segredos que prendem a atenção do jogador. No entanto, a narrativa principal foi afetada pela remoção de partes que conectavam a história ao presente, criando uma sensação de desconexão.
O parkour continua sendo um destaque, evocando nostalgia em quem jogou o original. As novas histórias ressincronizadas para Edward adicionam um toque interessante, mas não alteram significativamente a experiência geral.
A navegação, por outro lado, é onde o jogo realmente brilha. Com uma gameplay de combate naval aprimorada e novos personagens que trazem habilidades únicas, a experiência no mar é envolvente e desafiadora. A gestão de frota e de base também recebeu melhorias, agradando os fãs.
No entanto, o remake não está livre de problemas técnicos, como bugs que ainda persistem e afetam a jogabilidade. Apesar de oferecer modos de desempenho variados, a experiência pode ser comprometida por falhas que a Ubisoft não conseguiu eliminar completamente.
Em suma, Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um remake que traz boas adições e melhorias, mas ainda peca em aspectos que o impedem de ser considerado superior ao original. A Ubisoft, embora tenha recuperado parte de seu brilho, ainda enfrenta desafios que a acompanham há anos.

