Após o lançamento de Civilization 7, o jogo enfrentou críticas por sua mecânica de transição entre civilizações ao longo das eras — uma mudança radical que dividiu a comunidade. Ainda assim, a Firaxis anunciou uma atualização chamada Test of Time, que tornou essa transição opcional e trouxe de volta o modo clássico de jogar com uma única civilização.

Segundo Ed Beach, diretor criativo do jogo, essa decisão foi profundamente pessoal. "A atualização foi desafiadora para mim porque não fazia parte da visão original do jogo", disse ele em uma entrevista exclusiva ao Polygon. A ideia inicial era que os jogadores vivessem a trajetória de múltiplas civilizações ao longo da história, algo que o criador Sid Meier já havia pensado há anos.

"Eu sempre me frustrava em jogos de Civilização quando tinha uma civilização com habilidades únicas em um período, mas depois ficava apenas com uma versão genérica", explicou Meier. Beach levou essa frustração para o desenvolvimento de Civ 7, querendo que os jogadores pudessem manter a identidade de sua civilização ao longo de toda a história.

Apesar do desejo criativo, o jogo acabou polarizando os fãs mais antigos da série, que preferiam a experiência contínua de jogar com uma única nação. "Nossos jogadores mais dedicados, que estavam desde o Civ 1, não queriam essa direção. Eles queriam a sensação de jogar sem parar", contou o produtor executivo Dennis Shirk.

Com base no feedback, a Firaxis realizou workshops públicos durante o desenvolvimento da atualização. Beach chamou o processo de "bom para nós" e disse que pretende manter esse diálogo com os fãs no futuro. "Queremos continuar essas interações e trazer as oficinas de volta sempre que precisarmos", afirmou.

Apesar do sucesso da atualização, os comentários no Steam continuam divididos, o que mostra que, embora o modo tradicional tenha sido bem recebido, o jogo como um todo ainda enfrenta resistência. A Firaxis já trabalha em uma nova atualização, que promete ser ainda maior que a Test of Time.