Se você se apaixonou por Astarion, o elfo sarcástico e carismático de Baldur's Gate 3, saiba que ele tem um antecessor direto: Zevran, o assassino elven de Dragon Age: Origins, lançado pela BioWare em 2009.
Apesar de ter sido pouco lembrado ao longo dos anos — com gráficos datados e falhas técnicas —, Origins é considerado um marco na história dos RPGs de escolha. Ele introduziu conceitos que só seriam aprimorados décadas depois, como o sistema de relacionamento profundo com companheiros, decisões que afetam permanentemente o mundo e a sensação de que cada escolha tem peso real.
O jogo permite que o jogador escolha entre diferentes origens, cada uma moldando como os NPCs o veem e como a história se desenrola. Entre os companheiros, personagens como Alistair, Leliana, Sten e Morrigan são tão complexos que parecem ter vidas próprias — e, de fato, conversam entre si mesmo quando você não está por perto.
Escolhas morais têm consequências imediatas e duradouras. Um diálogo errado pode fazer um companheiro abandonar o grupo. Um ato de sacrilégio pode desencadear uma tentativa de assassinato. Essa mecânica, que tornou BG3 tão impactante, nasceu aqui.
Apesar de seus problemas técnicos, Dragon Age: Origins ainda é jogável em 2026, especialmente com patches de correção e mods como o Qwinn’s Ultimate DAO Fixpack e o Unofficial Remaster, que melhoram texturas e estabilidade.
Para quem ama RPGs com personagens reais, escolhas difíceis e mundos que lembram de você, o jogo é uma experiência essencial — e um legado que a BioWare nunca quis esquecer.
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