Um relato de ex-funcionários do BioWare revela que, durante o desenvolvimento de um novo jogo da franquia Mass Effect — que acabou cancelado — os desenvolvedores teriam sido pressionados a remover uma bandeira LGBTQ+ de um vídeo de apresentação.

O material, produzido para apresentar o projeto ao novo time de gestão da Electronic Arts, teria incluído uma imagem com a bandeira, que teria sido considerada por alguns como 'muito parecida com a bandeira LGBTQIA+'.

Segundo o funcionário anônimo entrevistado pela emissora francesa BFM TV, os novos gestores da EA não se mostraram entusiasmados com a proposta, especialmente por conta da tradição do BioWare em contar histórias inclusivas. A demanda para remover a bandeira teria sido feita com o argumento de 'não ofender'.

O texto não especifica quem exatamente fez a solicitação, nem se os desenvolvedores atenderam ao pedido. Ainda assim, o caso reforça preocupações de jogadores e fãs sobre o futuro da representatividade em jogos, especialmente após a aquisição da EA por um consórcio liderado pelo fundo de investimentos privado da Arábia Saudita (PIF), com participação de Jared Kushner e Silver Lake.

Mass Effect sempre foi conhecido por incluir relacionamentos homossexuais, especialmente na jogabilidade e nas histórias secundárias. Muitos jogadores, especialmente da comunidade LGBTQ+, viram a nave Normandy como um espaço seguro dentro do universo da franquia.

Ainda que o cancelamento do jogo não tenha sido diretamente causado por essa pressão, o episódio é visto como um sinal do clima mais conservador que teria se instalado no estúdio após a mudança de gestão.

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