A união dos trabalhadores da Blizzard, representada pela Communications Workers of America (CWA), obteve um contrato que protege 1.900 funcionários da desenvolvedora de World of Warcraft, Diablo, Overwatch e outros títulos. Essa conquista acontece em um momento crítico, já que a Microsoft, empresa-mãe da Blizzard, planeja demitir 3.200 pessoas.
Claude Cummings Jr., presidente da CWA, declarou que "é um novo dia na Blizzard, onde o aumento do poder dos trabalhadores está se traduzindo em jogos mais inovadores para os jogadores". O contrato assegura proteções em relação a demissões, uso de IA pela Microsoft e outras questões relevantes.
Paul Cox, designer sênior de World of Warcraft, afirmou que a empresa deve consultar os trabalhadores antes de implementar tecnologias de IA que afetem suas condições de trabalho. Ele também mencionou que as discussões sobre IA farão parte das reuniões regulares entre a união e a empresa.
Além disso, os trabalhadores da Blizzard conseguiram garantir "proteções de demissão muito fortes". Os membros da união agora têm direito a pelo menos quatro semanas de indenização e direitos de recall que duram 14 meses, permitindo que trabalhadores demitidos possam ser chamados de volta a posições abertas durante esse período.
Cox explicou que, se houver demissões em World of Warcraft, mas Diablo estiver expandindo, os demitidos de WoW poderão ser recontratados em Diablo, algo inédito na indústria.
Os trabalhadores da Blizzard têm lutado por estabilidade em um setor cada vez mais instável. Alison Veneto, editora sênior da Blizzard, mencionou que "algumas centenas de pessoas" têm se mobilizado em frente ao campus da empresa, demonstrando apoio à união, especialmente com a proximidade da BlizzCon 2026, que começa em 12 de setembro.
Agora, com o contrato firmado, os membros da união podem se sentir mais seguros, pelo menos até o próximo desafio.