Bulletstorm é frequentemente descrito como um dos jogos mais estúpidos já feitos, mas também um dos mais inteligentes no gênero de FPS. Desde o enredo até os personagens, tudo no jogo é exagerado e absurdo. O protagonista, Grayson Hunt, é um mercenário que se volta contra seu antigo chefe, o General Sarrano, após descobrir que estava matando inocentes.

O jogo se passa em um planeta alienígena, onde um resort de férias foi construído utilizando mão de obra de prisioneiros. Essa ambientação peculiar resulta em um cenário repleto de inimigos mutantes prontos para serem eliminados de maneiras criativas. Bulletstorm não se preocupa em ter um enredo sério; ao invés disso, oferece uma experiência frenética e cheia de ação.

A mecânica de skillshots é uma das características mais marcantes do jogo. Os jogadores podem eliminar inimigos de formas variadas, ganhando pontos por combinações criativas de ações, como chutar um inimigo e depois disparar contra ele. Esses pontos permitem a compra de munição e desbloqueio de novas armas, que variam de explosivos conectados por correntes a armas que disparam brocas gigantes.

Apesar de seu humor escrachado e linguagem profana, Bulletstorm é autoconsciente e reconhece a natureza de seus personagens, que não são heróis, mas sim figuras falhas e cínicas. A jogabilidade é rápida e intensa, com uma série de sequências de ação que mantêm o ritmo acelerado durante toda a campanha.

No entanto, o jogo tem suas limitações. A falta de uma mecânica de salto e o design de níveis, que muitas vezes se resume a corredores largos, podem ser vistos como pontos negativos. Mesmo assim, Bulletstorm se destaca como uma experiência única e divertida, misturando humor e ação de forma inovadora.