Call of Duty: Modern Warfare 4 (2026) está fazendo algo que parecia improvável: introduzir um sistema de parry no combate corpo a corpo na campanha. E, surpreendentemente, ele funciona — com impacto real no ritmo e na imersão da experiência.

A mecânica aparece pela primeira vez na segunda missão, quando o agente Price, em disfarce, é surpreendido em uma discoteca cheia de segurança. O jogo apresenta o conceito com um slow motion para que o jogador entenda o timing: bloquear no momento exato antes do golpe para parar o ataque. A primeira versão é simples, mas logo a complexidade aumenta.

Em combates posteriores, os inimigos passam a usar mistérios — como mudanças de ritmo, golpes duplos e até chutes depois de desarmar o adversário. Um confronto contra um chefão com faca, que depois adiciona cabeçadas e socos com a mão traseira, mostra o quão bem elaborado o sistema está. O jogo não mostra barras de stamina ou de stagger, o que força o jogador a ler as animações dos inimigos para acertar o parry.

A sensação de impacto é real: socos pesados, facadas precisas e animações únicas quando o parry com faca é bem-sucedido. O sistema lembra o combate de Onimusha, com a diferença de que não há estética de fantasia — apenas um combate urbano realista com toques de ação cinematográfica.

Apesar de o jogo ter sido criticado por adicionar mecânicas de loot e coleta em campanhas anteriores, esse novo sistema de parry é uma das poucas adições que realmente enriquecem a jogabilidade. Ele transforma momentos que seriam repetitivos em desafios estratégicos, exigindo atenção e reação.

Com a campanha já gerando discussão, a pergunta que sobra é: será que o sistema chegará ao modo DMZ? Imaginar um confronto corpo a corpo com parry em um mapa de sobrevivência é algo que promete virar meme — e talvez até virar padrão.