O CEO da New Blood Interactive, Dave Oshry, afirmou que o termo "simulador imersivo" (ou "immersive sim" em inglês) é uma das piores formas de se vender jogos desse gênero, mesmo em títulos bem avaliados como Gloomwood e Fallen Aces.
"Não é um bom termo de marketing. É ruim. É horrível", disse Oshry, destacando que o público geral não entende o que significa o termo, o que dificulta a atração de jogadores fora do nicho.
Apesar de ter crescido admirando títulos como Deus Ex e Thief, Oshry diz que só soube do termo "simulador imersivo" quando o desenvolvedor de Gloomwood, Dillon Rogers, o usou. "Eu nunca ouvi falar disso na minha vida. O que diabos é isso?"
Para ele, jogos como Deus Ex e System Shock eram simplesmente RPGs, com mecânicas de progressão de personagem, escolhas narrativas e combate estratégico — elementos que hoje são comuns em muitos jogos, mas que, nos anos 2000, eram marcantes no gênero.
"Você se imerge no mundo, desenvolve seu personagem. Isso é RPG, irmão. É um jogo de papéis", argumenta Oshry. Ele acredita que, ao invés de usar o termo "simulador imersivo", seria mais vantajoso posicionar os jogos como RPGs, um gênero amplamente reconhecido e com maior potencial de venda.
Essa visão é compartilhada por outros nomes da indústria. Raphael Colantonio, fundador da Arkane, já disse que "ninguém se pergunta o que é um RPG", ao passo que "simulador imersivo" só atrai um pequeno grupo de fãs que entendem o termo.
Apesar disso, títulos como Baldur's Gate 3 — embora não usem o termo em suas campanhas — são frequentemente descritos como simuladores imersivos por desenvolvedores e fãs. Mas, como destaca Oshry, o marketing não se beneficia disso: "Se você vender como RPG, acho que vai ter mais sucesso do que vender como simulador imersivo".