O CEO da OpenAI, Sam Altman, provocou polêmica ao afirmar que é "terrível" que pessoas tenham memória RAM em seus próprios computadores. A declaração foi feita durante entrevista com o YouTuber Cheeky Pint, onde ele destacou a escassez global de DRAM como um dos maiores desafios do setor de inteligência artificial.
Segundo Altman, a alocação atual de memória é ineficiente: "É péssimo que todo mundo tenha uma parte do suprimento limitado mundial de DRAM guardada em seus próprios computadores, sendo usada talvez 5% do tempo". Para ele, o ideal seria concentrar toda a capacidade em data centers, maximizando o uso para modelos de IA em nuvem.
A fala reflete o foco da OpenAI em expandir infraestrutura de computação em larga escala. No entanto, a realidade do mercado brasileiro mostra que memória RAM é essencial para jogos, produtividade e até consoles — como o PS5 Pro, cujo preço usado subiu para US$ 1.399 em março, em parte por conta da escassez.
Na indústria de hardware, a situação piorou: a Nvidia já removeu a RTX 5080 do marketplace, e a RTX 5090 foi praticamente descontinuada. A Samsung, por sua vez, confirmou em sua última reunião com investidores que a demanda por DRAM ainda está alta, e a situação não deve melhorar em 2025.
Apesar da visão de Altman, a RAM continua crítica para o consumo — e não apenas para IA. No Brasil, onde preços de componentes eletrônicos têm subido, a escassez afeta diretamente jogadores, criadores de conteúdo e usuários comuns.