O CEO da studio Bulkhead, Joe Brammer, provocou polêmica ao afirmar que desenvolvedores que ganham US$100 mil por ano e se recusam a trabalhar horas extras precisam de uma 'realidade check'. A declaração foi feita em entrevista ao site Edge, onde Brammer justificou o uso de horas extras durante o período crítico do lançamento de 'Wardogs', o FPS que já vendeu mais de 3 milhões de cópias.

Segundo Brammer, a cultura de contratação exigente da equipe — que inclui verificar os perfis de Steam dos candidatos para garantir paixão por jogos de tiro — está ligada a uma filosofia de seleção rigorosa. 'O mercado abriu demais, mas agora está fechando. E talvez seja bom dizer: você precisa ser bom mesmo para estar aqui', afirmou.

Ele ainda comparou o esforço dos desenvolvedores com o de sua mãe, que trabalhou como professora e diretora de escola por anos com salários baixos. 'Quando jogadores dizem que não querem trabalhar horas extras com 100 mil dólares, é só falar: vá se ferrar. Respeitosamente, é merda californiana', disparou.

Apesar da crítica, Brammer reconheceu que o período de 'crunch' em 'Wardogs' foi considerado 'opcional' por quatro semanas. A equipe ainda anunciou uma pausa de um mês em dezembro para descansar, com o CEO pedindo aos fãs para 'jogar GTA 6' enquanto a equipe se recupera.