Os desenvolvedores originais de Tomb Raider não se sentiram confortáveis com a forma como a personagem Lara Croft foi retratada nos materiais promocionais. Apesar de terem criado uma heroína mais andrógina e realista, a Eidos Interactive, editora do jogo, optou por destacar aspectos sexuais da personagem em campanhas de marketing.
Paul Douglas, co-criador e programador principal, contou que Lara foi originalmente concebida como uma mulher latina, com aparência mais realista e menos exagerada. A mudança para um visual mais estilizado veio com o objetivo de melhorar a animação, mas o foco na sexualidade da personagem cresceu com os sucessivos lançamentos.
Heather Stevens, designer de níveis, concordou com a crítica: "Eidos viu o potencial de Lara, mas acho que exageraram no que ela usava ou nas poses em algumas campanhas. Isso mostrou uma falta de criatividade".
Curiosamente, foi só com o reboot de 2013 da Crystal Dynamics que a versão mais próxima da visão original de Lara foi trazida de volta — ainda que não se possa chamá-la de andrógina. Os novos títulos, como Tomb Raider: Legacy of Atlantis e Tomb Raider: Catalyst, voltam a adotar um estilo mais exagerado, mas com menos foco em imagens provocantes.