Após meses de ameaças, o assistente de IA do Elon Musk, o Grok, lançou a primeira parte de sua adaptação de 'A Odisséia' no X (antigo Twitter). O trecho de sete minutos, fruto de uma colaboração criativa com a Wonder Studios e o diretor Dev Walker, mostra a jornada inicial de Ulisses até Tróia.

A produção, que pode ser considerada mais uma demonstração técnica do que um filme, foi recebida com críticas severas. Com diálogos rígidos, atores de IA com expressões desconcertantes e uma cena de batalha que parece hipnótica, o material foi descrito por muitos como "sem alma" e "terrível".

Em julho, Musk havia prometido que o Grok Imagine criaria um filme completo de 'A Odisséia', com precisão histórica e fidelidade à obra de Homero. Para incentivar a geração de prompts, ele ofereceu três prêmios de até US$ 100 mil.

Porém, com a versão real de Christopher Nolan já em cartaz e superando os US$ 1,8 bilhão em bilheteria — tornando-se o filme mais rentável do gênero R de todos os tempos e o maior sucesso da carreira do diretor —, os fãs e críticos têm certeza de que a versão de IA não representa o que o clássico merece.

Enquanto o filme de Nolan é elogiado por sua autenticidade, especialmente por cenas gravadas em águas reais com Matt Damon, a tentativa de IA parece apenas um experimento falido, reforçando a importância da direção humana no cinema.