Clive Barker, criador da franquia Hellraiser, expressou surpresa e orgulho pelo resultado final de Hellraiser: Revival, jogo desenvolvido pela Saber Interactive. Em entrevista ao site Dread Central, o autor e diretor afirmou que tinha medo de que o projeto fosse censurado, mas acabou impressionado com a ousadia do jogo em explorar tanto o grotesco quanto o erótico.

Barker, que teve papel ativo no desenvolvimento do jogo, diz que a experiência reforçou sua crença de que adaptações bem-feitas precisam respeitar a essência original. Ele chamou o resultado de um 'alerta para quem trabalha com franquias', destacando que o jogo conseguiu equilibrar fidelidade ao universo criado por ele com liberdade criativa.

Além disso, o autor revelou que recuperou os direitos americanos da franquia e que o jogo é um legacy sequel, ignorando os filmes produzidos pelos irmãos Weinstein após Hellraiser 2. Segundo ele, esses filmes foram feitos mais para manter os direitos do que por qualidade, com orçamentos cada vez menores.

Com o sucesso do jogo, Barker já pensa em expandir o universo Hellraiser por meio de novos projetos — incluindo uma série de quadrinhos e, possivelmente, filmes. Ele também indicou que pretende continuar colaborando com a Saber Interactive em futuros trabalhos, sem revelar se haverá um sequel ou uma adaptação de outra obra sua.

Apesar de um passado conturbado com a empresa — incluindo polêmicas sobre uso de IA no jogo Rideshare Stimulator —, a Saber já afirmou que não usou tecnologia generativa em Hellraiser: Revival, Space Marine 3 ou Jurassic Park: Survival.