O ano era 2002. Enquanto Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho levavam o Brasil ao pentacampeonato da Copa do Mundo, a indústria dos videogames vivia uma fase marcante.
A sexta geração de consoles estava em ascensão, com o PlayStation 2 se destacando como sucessor do primeiro console da Sony. A Microsoft fazia sua estreia no mercado com o Xbox, enquanto o Nintendo GameCube tentava recuperar espaço com suas franquias tradicionais. O Dreamcast, da Sega, ainda era encontrado em algumas casas, mesmo após a empresa ter encerrado a produção de consoles no ano anterior.
Foi também em 2002 que a Rockstar Games lançou Grand Theft Auto: Vice City, que se inspirou na estética dos anos 1980 e em filmes como Scarface. O jogo expandiu o que foi apresentado em GTA III e se tornou um fenômeno cultural, solidificando os mundos abertos como um dos gêneros mais importantes da indústria. Não por acaso, GTA 6, previsto para novembro de 2026, retornará à mesma Vice City explorada por Tommy Vercetti há quase 25 anos.
A Nintendo também teve um momento memorável com The Legend of Zelda: The Wind Waker. Apesar de seu visual diferente do esperado, o jogo se tornou um dos mais elogiados da franquia, provando que a direção artística poderia ser tão relevante quanto o realismo gráfico.
A SquareSoft, antes da fusão com a Enix, estava no auge de sua popularidade, especialmente com Final Fantasy X, que fez sucesso no PlayStation 2. O ano de 2002 também marcou o lançamento de Kingdom Hearts, um projeto que surgiu de uma conversa entre funcionários da Square e da Disney, unindo os mundos das duas empresas e criando um universo que ainda fideliza muitos fãs.
No Brasil, os jogadores dependiam de revistas especializadas, como SuperGamePower, Ação Games, Gamers, EGM Brasil e Nintendo World, para acompanhar as novidades do setor. As lan houses eram pontos de encontro, onde muitos passavam horas jogando títulos como Counter-Strike, Warcraft III, Diablo II e Ragnarok Online, muito antes da internet se popularizar nas residências.
Em retrospectiva, 2002 foi um ano de profundas transformações na indústria dos videogames, estabelecendo tendências que perduram até hoje. Atualmente, 2026 parece ser um ano complicado, tanto para o futebol quanto para os games, com a Seleção Brasileira enfrentando dificuldades nas Copas do Mundo e a indústria lidando com o fim das mídias físicas no PlayStation, fechamento de estúdios e demissões em massa.


