Uma pesquisa realizada pela Newzoo com 6.000 "jogadores premium" em seis países — EUA, Reino Unido, Alemanha, Polônia, Brasil e Arábia Saudita — revelou que copias físicas representam 30% dos jogos de console que os jogadores compraram, mesmo com o avanço do digital.

O estudo, conduzido em agosto de 2026, analisou apenas jogos adquiridos de forma individual, excluindo jogos gratuitos e acessados por assinaturas. Nesse grupo, o percentual de jogos físicos ultrapassa 25,5%, mostrando que muitos ainda preferem ter um disco ou cartucho nas mãos.

Apesar de o mercado total de jogos físicos representar apenas 11% do total jogado (com o peso maior de jogos free-to-play), a preferência por versões físicas é mais forte entre quem valoriza a posse real. Segundo os participantes, os principais motivos para comprar jogos físicos incluem: não depender de internet para jogar, sentir que realmente "possui" algo, economizar espaço no dispositivo, facilidade de revenda ou empréstimo, e ter edições especiais, arte de capa e outros extras.

O Brasil está entre os mercados pesquisados, com dados que mostram um comportamento semelhante ao do Reino Unido e EUA — onde o percentual de jogos físicos entre os comprados chega a 26,6% e 27,9%, respectivamente. Isso reforça que o desejo por colecionar e ter controle sobre os títulos ainda é forte, especialmente entre jogadores mais velhos e entusiastas.

Apesar da Sony anunciar o fim do suporte para novos jogos em disco no PS5 em janeiro de 2028, a pesquisa mostra que a demanda por versões físicas não está morrendo — apenas se adaptando. No caso do Nintendo Switch, os cartuchos continuam sendo a principal forma de distribuição, o que ajuda a manter o mercado físico vivo no Brasil e em outros países.