Glen Schofield, criador da franquia Dead Space, revelou em entrevista à GamesIndustry.biz que teve que fazer um esforço enorme para consertar The Callisto Protocol após o lançamento antecipado do jogo. Segundo ele, a Krafton teria exigido o lançamento em dezembro de 2022, mesmo com a equipe de Striking Distance Studios pedindo mais tempo — três meses a mais — para finalizar o projeto após os impactos do COVID-19.

"Foi forçado a lançar o jogo. Estou bravo comigo mesmo. Fiquei chocado com essa decisão, porque tivemos o COVID", disse Schofield. Ele destacou que a pandemia afetou diretamente a equipe: amigos morreram, muitos funcionários ficaram doentes, e o trabalho remoto dificultou a colaboração, especialmente em um projeto tão dependente de comunicação direta.

Com o prazo apertado, várias ideias originais foram cortadas: níveis, chefões e inimigos foram eliminados. "Tudo mudou do que eu tinha em mente", afirmou. O jogo foi lançado com problemas técnicos e críticas negativas, o que levou a Krafton a acreditar que o título foi um fracasso.

"Eles achavam que Callisto foi um completo fracasso", disse Schofield. "O que eles não sabiam é que, enquanto reclamavam, a gente estava fazendo patches. Passei todo o tempo até terminar o DLC e lançar 86 atualizações. Foi um trabalho pesado. Todos os dias, mudanças — pequenas ou gigantescas. Tudo para devolver o jogo ao que ele deveria ser.

Apesar do esforço, a Krafton não demonstrou interesse em um sequel. Schofield revelou que o novo jogo teria sido um projeto maior, com uma pandemia em larga escala como pano de fundo, ambientado em um imenso depósito de naves espaciais. Muitos conceitos que não entraram no primeiro jogo estavam prontos para o próximo.

Com o fim do projeto, a visão original de Schofield permanece inacabada — e, provavelmente, nunca será realizada.