A decisão da Sony de interromper o lançamento de jogos em disco para o PlayStation, a partir de janeiro de 2028, causou polêmica e gerou críticas de diversas partes, incluindo uma associação de varejistas do Reino Unido.

A Digital Entertainment and Retail Association (ERA) classificou a medida como "um triunfo da conveniência corporativa sobre a escolha do consumidor". Kim Bayley, CEO da ERA, destacou que 25% dos jovens abaixo de 25 anos ainda utilizam discos para jogar, e que os jogos físicos devem continuar sendo uma opção viável ao lado das versões digitais.

Bayley argumentou que as cópias físicas proporcionam aos jogadores a verdadeira propriedade, permitindo o compartilhamento, revenda e preservação dos jogos. Ela ressaltou que o mercado de jogos em disco foi avaliado em mais de £300 milhões em 2025, evidenciando a demanda significativa por esse formato.

A CEO da ERA também mencionou que eliminar os discos não representa progresso, mas sim a eliminação de opções para os consumidores. A associação, que inclui representantes de empresas como Amazon e GAME, defende que a indústria deve abraçar todas as formas legítimas de compra de jogos.

No Brasil, a deputada federal Erika Hilton pediu uma investigação sobre como essa decisão pode impactar o mercado de games e o Código de Defesa do Consumidor no país. Apesar das críticas, analistas acreditam que a Sony é pouco provável que reverta sua decisão.