Representante federal do Novo Iorque, Ritchie Torres, anunciou o lançamento do projeto de lei chamado Power To The Players Act, que visa garantir que o consumidor tenha direito real de propriedade sobre os jogos que compra.

Segundo Torres, quando alguém paga por um jogo, deveria ter o direito de possuí-lo, jogá-lo e transferi-lo — e não ficar dependente de servidores online que podem ser desativados a qualquer momento. "Quando você paga por um jogo, deveria possuí-lo", afirmou. "Um jogo que pode ser tirado do ar a qualquer instante não é uma compra. É um aluguel disfarçado de venda".

O projeto, se aprovado, obriga a Comissão Federal de Comércio (FTC) a criar regulamentações que protejam o direito de propriedade sobre jogos digitais, especialmente aqueles que dependem de conexão online. O foco está em evitar que jogos sejam desativados antes que os jogadores tenham terminado suas campanhas, como aconteceu com títulos como The Crew, da Ubisoft, que foi desligado em 2024.

A ideia ganhou força com campanhas como Stop Killing Games, que pressiona por funcionalidades offline em jogos que são aposentados. A iniciativa já teve audiência no Parlamento Europeu e agora se alastra nos EUA, com apoio de grupos de preservação de jogos e consumidores.

Enquanto jogos DRM-free, como os da GOG, permitem liberdade total de uso e armazenamento, o projeto não pretende eliminar proteções de cópia — mas sim redefinir o que significa "comprar" um jogo digital. A FTC ainda não detalhou como a regulamentação seria aplicada, mas o foco está em garantir que o consumidor não perca acesso a jogos que pagou para ter.