Andrew Willis, ex-produtor da id Software, revelou que a equipe encarou um período intenso de crunch durante o desenvolvimento de Doom: The Dark Ages – Revelations. Em entrevista ao podcast Kiwi Talkz, ele compartilhou que trabalhou cerca de 12 horas por dia durante dois meses, chegando a 17 horas em alguns dias.
Willis descreveu a experiência como "brutal", mencionando que a expansão foi criada em um prazo de apenas três ou quatro meses, um tempo extremamente curto considerando que o jogo base levou cinco anos para ser desenvolvido. A pressão aumentou devido ao chamado "feature-creep", onde novas funcionalidades foram adicionadas ao longo do processo.
Ele também comentou sobre o impacto pessoal do crunch, afirmando que houve dias em que não viu seu filho. Outros membros da equipe, incluindo veteranos da indústria de jogos e cinema, expressaram surpresa com a severidade do crunch que enfrentaram, considerando-o o pior de suas carreiras.
Embora Willis tenha enfatizado que o crunch não foi uma exigência da id Software, a carga de trabalho e o prazo apertado deixaram a equipe sem escolha. A situação se agravou quando, um dia antes do lançamento da expansão, a equipe foi informada sobre demissões em massa na empresa, com 136 funcionários sendo dispensados.
A situação da id Software levanta questões sobre as pressões internas e externas que podem ter contribuído para a necessidade de apressar o lançamento de Revelations. Apesar das dificuldades, o diretor Hugo Martin afirmou que a empresa está bem após as demissões e que o foco continua em entregar jogos de qualidade.