O desenvolvedor Easy Fox, responsável pelo jogo de simulação Teach My Little Sister How to Drive, está gastando mais de US$1.000 por dia apenas para manter a demo do jogo rodando — o que soma cerca de US$1.000 por mês.
O jogo, que se passa em uma experiência de ensino de direção com uma irmã virtual, depende de um chatbot alimentado por inteligência artificial (IA) baseado em modelo de linguagem (LLM). Atualmente, usa um modelo da OpenAI, mas pretende migrar para o Gemini na versão final.
O demo, lançado em fevereiro, viu o número de jogadores aumentar mais de 20 vezes nos últimos meses. Segundo o estúdio, isso gerou um pico no uso de tokens de IA, elevando os custos operacionais de forma sustentada.
Apesar de o custo não vir de jogadores individualmente caros, mas sim do volume total de interações, a equipe já recorreu a um empréstimo bancário para continuar mantendo a demo disponível. Ainda assim, há risco de que o acesso seja encerrado antes do lançamento completo, caso os gastos continuem a crescer.
O estúdio afirma que o preço final do jogo já levará em conta os custos esperados com IA, e que os jogadores não serão cobrados por uso individual de tokens após a compra. No entanto, o custo de tokens é imprevisível — até grandes empresas como Microsoft e Uber enfrentam dificuldades para estimar o gasto.
Para reduzir a dependência de servidores externos, o estúdio está estudando a possibilidade de oferecer versões locais do modelo de IA para jogadores com placas de vídeo potentes. Porém, essa solução só atenderá uma parcela pequena do público.
Apesar das dificuldades financeiras, o jogo representa uma aplicação mais coerente da IA em jogos do que outros títulos recentes, como Where Winds Meet, onde os NPCs de IA não influenciam significativamente a jogabilidade.