Desenvolvedores envolvidos na franquia EA Sports College Football estão preocupados com a possibilidade de o jogo não estar disponível até o final desta década. Segundo informações do Insider Gaming, mesmo com um lançamento inicial bem-sucedido em 2024, as vendas têm diminuído a cada novo título — College Football 26 foi o sétimo mais vendido em 2025, e 27 já está na 10ª posição no ranking dos EUA.
Os custos de produção cresceram drasticamente. Em 2024, a EA gastou cerca de 7 milhões de dólares com direitos de NIL (nome, imagem e semelhança) de jogadores universitários, pagando 600 dólares por atleta. No último título, esse valor subiu para 1.500 dólares por jogador, elevando o gasto total a aproximadamente 20 milhões. Somados aos custos de licenciamento de jogos de bowl, universidades e outras marcas, a empresa investe dezenas de milhões apenas para usar elementos reais no jogo.
Diante disso, a EA tentou introduzir microtransações em modos single-player, o que gerou forte reação negativa dos jogadores. A empresa acabou recuando, mas fontes afirmam que a ideia pode retornar em futuros títulos. Uma delas disse: "Não somos FC. Não somos Madden. Não ganhamos tanto dinheiro quanto eles, e todo mundo sabe disso. Se não encontrarmos uma maneira de manter os jogadores, não teremos mais nada".
Apesar de alguns acreditarem no futuro da franquia, há medo real de que a EA se reestruture e elimine títulos que não sejam considerados essenciais. A série é vista como a sucessora espiritual da antiga NCAA Football, que foi encerrada em 2014 por questões legais envolvendo direitos de imagem. O intervalo de 14 anos entre os dois jogos gerou um hype enorme — o que fez o College Football 25 se tornar o segundo jogo mais vendido de 2024 nos EUA.
Porém, o apelo global ainda é limitado em comparação com franquias como FIFA ou Madden. As vendas permanecem fortemente concentradas nos Estados Unidos, o que torna a sustentabilidade do projeto ainda mais vulnerável.