Em um gesto raro no mundo dos games, os desenvolvedores de Penguin Colony, da Origame Digital, decidiram bloquear a venda do jogo em Israel. A decisão foi tomada em conjunto com a editora Fellow Traveller, que respondeu a um usuário israelense no fórum da Steam explicando que o próprio desenvolvedor pediu para impedir a venda na região.
Na resposta, a editora destacou que, embora geralmente busquem chegar a todos os jogadores possíveis, respeitam o direito dos criadores de controlar onde seus trabalhos são distribuídos. Segundo eles, a ação é uma demonstração de solidariedade com a Palestina, especialmente diante da ausência de sanções mais organizadas contra o conflito.
O jogo, que mistura o horror cósmico de H.P. Lovecraft com o tom documental de March of the Penguins, já havia chamado atenção por incluir uma declaração de reconhecimento de território indígena logo no início. Agora, com o bloqueio regional, os criadores dão um passo ainda mais claro em suas posições políticas.
Essa é uma das formas mais diretas de envolvimento com a causa palestina já vistas dentro de um jogo. Em um setor historicamente silencioso sobre conflitos geopolíticos, a atitude dos desenvolvedores de Penguin Colony se destaca como uma ação concreta, combinando discurso e prática — algo que poucos títulos têm ousado fazer.