No início deste mês, Stalker 2 recebeu uma grande atualização 2.0, que coincide com o lançamento da expansão Cost of Hope. Para muitos jogadores que aguardavam melhorias, essa atualização foi um marco, em grande parte devido ao trabalho da GSC Game World na atualização do motor gráfico de Unreal 5.1 para Unreal 5.5.4.

Em entrevista ao PC Gamer durante a Gamescom deste ano, a COO e responsável criativa da GSC, Maria Grygorovych, descreveu o processo de reformulação do motor como um verdadeiro pesadelo. Quando questionada sobre a experiência, ela respondeu: "Posso chorar?".

Grygorovych explicou que a tarefa foi especialmente desafiadora devido ao nível de personalização que a equipe havia implementado no Unreal 5.1, o que demandou um tempo considerável. "Se você trabalha mais próximo da versão padrão, tudo fica mais fácil. Depende do processo e de como você constrói o jogo", afirmou.

O CEO e diretor de jogo, Ievgen Grygorovych, também comentou sobre a complexidade da atualização. Ele revelou que a equipe começou a desenvolver o jogo no Unreal Engine 4, mas a transição para uma versão inicial do 5 trouxe dificuldades devido à falta de compatibilidade com as características necessárias para um mundo aberto.

"Fizemos muitas alterações personalizadas para viabilizar isso. Em versões mais novas, a Epic introduziu seus próprios sistemas que realizavam as mesmas funções, mas de forma diferente. Para atualizar, tivemos que remerge tudo, o que levou muito mais tempo e esforço do que seria necessário para outros projetos", explicou Ievgen.

Apesar das dificuldades, a atualização do motor trouxe benefícios também para versões anteriores do jogo. Ievgen destacou que a equipe conseguiu identificar várias otimizações que foram implementadas na versão 1.7 do Stalker 2, melhorando significativamente a performance para milhões de jogadores.

Ambos os desenvolvedores concordaram que, apesar das dores de cabeça causadas pela reformulação, a mudança para o Unreal é uma melhoria em relação ao motor X-Ray que alimentava os jogos anteriores da série. Quando questionados se sentiam falta do X-Ray, ambos responderam firmemente: "Não".

Maria acrescentou que, além de facilitar o trabalho da GSC, a transição para o Unreal é vantajosa por permitir encontrar mais facilmente engenheiros com experiência nesse motor, ao contrário do X-Ray.