Os desenvolvedores de The Blood of Dawnwalker, da Rebel Wolves, estão criando um RPG que reflete suas paixões pessoais pelo gênero. Co-fundada por ex-membros da CD Projekt Red, a equipe inclui veteranos que trabalharam em títulos como The Witcher 3 e Cyberpunk 2077.

O diretor do jogo, Konrad Tomaszkiewicz, compartilha que os jogos foram uma forma de escapar das dificuldades da infância. "Meu pai era cirurgião, mas também alcoólatra. Os videogames eram minha fuga", revela. Já Adam Payet, artista de ambientes, se apaixonou pelo primeiro Baldur's Gate e decidiu entrar no desenvolvimento de jogos durante a pandemia.

O jogo se passa no século XIV e apresenta um mundo rico em história, marcado por guerras e a Peste Negra. O protagonista, Coen, enfrenta seu criador, Brencis, um vampiro com raízes que remontam ao Império Romano, em um cenário dinâmico onde as escolhas do jogador influenciam o mundo ao seu redor.

Tomaszkiewicz acredita que a experiência acumulada da equipe é fundamental para criar um mundo cativante. "Colocamos nosso coração e alma nos jogos", afirma. O desenvolvimento é um processo de iteração constante, onde a equipe busca melhorar a cada passo.

Payet menciona que, ao contrário dos rótulos atuais, eles sentem falta de uma época em que os jogos eram apenas jogos, sem classificações de gênero. "Na década de 90, você comprava um jogo apenas pela capa e uma breve descrição. Era uma época de ideias malucas", diz ele.

O objetivo da Rebel Wolves é criar um RPG que se destaque por sua narrativa e mecânicas inovadoras, buscando uma identidade própria dentro de um gênero que evoluiu ao longo dos anos.