Após o surgimento de ferramentas como o ReSkate, que permitem jogar o novo Skate (skate.) offline com mapas e cosméticos personalizados, a desenvolvedora Full Circle e a EA reforçaram sua posição sobre modificações que contornam o sistema de microtransações pagas.
Em comunicado publicado no Reddit e em outras redes, a equipe explicou que apoia a criatividade dos jogadores e o espírito comunitário do skate, mas não tolera modificações que liberem cosméticos pagos, conteúdos bloqueados ou que gerem lucro com itens não autorizados.
"Nós não estamos contra a criatividade dos jogadores. O que não aceitamos é que ferramentas contornem nossos sistemas para desbloquear itens pagos, revelar conteúdo reservado ou se aproveitar de ativos sem autorização", diz o texto, destacando que isso prejudica artistas, marcas de skate e a equipe de desenvolvimento.
O ReSkate, que atingiu 350 mil downloads em poucas horas, foi criado por modders que queriam oferecer uma experiência mais livre e offline, sem o foco em monetização constante. Os criadores do projeto afirmaram que não querem substituir o jogo oficial e reconhecem a necessidade da Full Circle de gerar receita para manter o desenvolvimento.
Apesar do aviso, a equipe não anunciou ações imediatas contra modders que criam conteúdo divertido — mas o comunicado parece ser um alerta claro para quem tentar democratizar o sistema de monetização do jogo.
O título, lançado em acesso antecipado pela EA, já enfrentou críticas de skatistas profissionais e jogadores, com avaliações mistas no Steam. Muitos apontam o excesso de microtransações como um dos principais motivos da insatisfação.