Clayface, o novo filme de terror da DC, se passa em Gotham City, mas o diretor James Watkins decidiu não incluir o Batman — mesmo que o personagem seja uma figura central na mitologia da cidade. A escolha foi deliberada, segundo o cineasta, que disse que o filme é uma história individual, assim como o filme "Joker", de Todd Phillips.
"É uma cidade com milhões de pessoas, e esta é a história de Matt Hagen", afirmou Watkins ao GamesRadar+ durante entrevista em Londres. Ele explicou que queria manter a autenticidade da narrativa, sem se prender a referências óbvias do universo maior da DC.
Apesar da ausência do Cavaleiro das Trevas, o filme cria uma versão intensa e visceral de Gotham — marcada por corrupção, sujeira e uma atmosfera opressiva. O diretor destacou que a cidade foi tratada como um personagem: "Quero que Gotham seja uma presença dominante. Um lugar onde você mal consegue ver o céu, onde os prédios esmagam as pessoas".
Para construir esse visual, Watkins e a equipe se inspiraram em cinema expressionista alemão dos anos 1930, além da fotografia de Nova York nas décadas de 70 a 90 — com texturas sujas, neon e uma estética de "poesia suja". Contraste com Coast City, o local de origem de Matt Hagen, que é ensolarado, limpo e cheio de vegetação.
Os atores também se impressionaram com o trabalho de produção. Tom Rhys Harries, que interpreta Matt Hagen, contou que momentos no set o deixaram sem ação: "Peguei uma lata de refrigerante com marca específica de Gotham, e sob um rótulo descartado, havia um ingresso para um show que aconteceria naquela noite na cidade".
Max Minghella, que vive o policial John Borrelli, revelou um momento curioso: assistiu ao filme "Superman" de James Gunn antes de entrar no projeto e só depois percebeu que estava participando de um universo compartilhado — mas, mesmo assim, o filme de Clayface mantém sua identidade própria.