A Funcom está passando por uma reestruturação interna que resultou em demissões na equipe do Dune: Awakening. Segundo o CEO da empresa, Rui Casais, o jogo foi o maior projeto já desenvolvido pela studio, exigindo anos de recursos significativos em múltiplas equipes. Agora, com a transição da fase de produção completa para o pós-lançamento, a estrutura anterior não pode ser sustentada.

Casais anunciou que está se afastando da liderança da empresa no fim de 2026, após 11 anos no cargo. Scott Junior, diretor de produto, assumirá o posto. A mudança, no entanto, não é só de liderança: a empresa está se concentrando apenas em dois projetos online ativos — Conan Exiles e Dune: Awakening — o que exige uma nova configuração organizacional.

"Embora tenhamos desejado que todos os colaboradores que ajudaram a construir Dune: Awakening continuassem conosco, não podemos sustentar o tamanho e a estrutura necessários durante o pico de desenvolvimento", afirmou Casais. Ainda não há detalhes sobre quantos funcionários serão afetados, mas a decisão é vista como uma necessidade operacional.

Essa não é a primeira rodada de demissões na Funcom. Em outubro do ano passado, a empresa já havia cortado postos após um comunicado semelhante, em que reconhecia o potencial do jogo e seu impacto como o maior lançamento da história da empresa, com 32 anos de produção.

O Dune: Awakening acabou de receber um modo single-player e foi lançado em consoles, o que mostra que o jogo ainda está vivo e em desenvolvimento. No entanto, a realidade dos custos de manutenção e operação de um MMO em longo prazo exige ajustes que, infelizmente, afetam pessoas que trabalharam anos no projeto.