O Edifier G5 Max é um headset wireless leve e confortável, com uma das baterias mais duradouras do mercado — até 305 horas, segundo a fabricante. Esse é um dos principais atrativos, especialmente para quem quer evitar o incômodo de carregar o fone com frequência.
Apesar disso, o produto tem vários pontos fracos que dificultam sua recomendação. O som padrão é muito boxy, exigindo ajustes manuais no equalizador via aplicativo Hecate. Os presets pré-configurados são rudes e pouco eficazes, o que torna o processo de calibração desgastante.
Os drivers de 53 mm com revestimento de titânio são capazes de reproduzir detalhes bem, especialmente em jogos multiplayer, onde a localização de passos é precisa. Mas, fora isso, o som precisa de muita atenção para ficar agradável. A experiência só melhora com ajustes manuais.
O microfone também é um ponto fraco. O modelo com boom é medíocre — com som abafado, pouca clareza e uma resposta sibilante quando os níveis de redução de ruído são aumentados. Os microfones internos, usados para Bluetooth, são aceitáveis apenas em situações emergenciais.
O design é controverso. As cúpulas octogonais e o cabo do microfone grande chamam atenção — e nem sempre de forma positiva. O visual parece mais de um personagem de série infantil do que de um headset premium. Além disso, o plástico dos fones é sensível ao toque, e o ajuste de pressão é muito leve, o que faz o fone escorregar com frequência.
Apesar de todo o potencial, o G5 Max não se sente como um produto de US$ 150. O acabamento parece barato, os controles são tinidos e o conjunto não transmite confiança de longevidade. A bateria é o grande trunfo, mas não compensa a falta de qualidade geral.
Em resumo: se você precisa de um fone com bateria que dure semanas e está disposto a ajustar tudo manualmente, pode valer a pena. Mas para quem espera um produto pronto para usar, com bom som e microfone decente, o preço não condiz com a experiência.