A Epic Games está afirmando que o launcher do Epic Games Store está agora 46% mais rápido que o Steam, com uma inicialização fria (cold start) em apenas 5,47 segundos — cerca de 4,6 segundos a menos do que o tempo registrado para o concorrente. A empresa atribui essa melhora ao uso de código parcialmente gerado por inteligência artificial, dizendo que o launcher foi "vibe coded", uma expressão que brinca com o tom de desenvolvimento "de acordo com a vibe".
Os dados foram divulgados em um post no Twitter da Epic, acompanhado de um gráfico que compara os tempos de inicialização e retorno do sistema de bandeja para a biblioteca. Segundo o gráfico, o EGS leva 0,06 segundos a menos que o Steam para restaurar o acesso à biblioteca após minimização.
Apesar das afirmações, os detalhes sobre o ambiente de teste — como sistema operacional, hardware e versão do launcher — ainda não foram divulgados, o que deixa o resultado suscetível a questionamentos sobre sua validade.
Essa atualização faz parte de uma mudança estratégica mais ampla da Epic, que anunciou um "grande giro" rumo à aceleração máxima por meio da IA. O CEO Tim Sweeney afirmou que o objetivo não é substituir pessoas, mas aumentar a produtividade e a qualidade do desenvolvimento, especialmente em ferramentas como o Unreal Engine 6, que agora inclui diversas funcionalidades de geração de conteúdo com IA.
Na prática, o novo launcher traz melhorias visíveis: interface mais limpa, navegação mais rápida, lista de jogos recentes e um painel central de downloads com velocidade em tempo real. A biblioteca agora suporta visualização em grade e lista, busca visual, grupos de coleção e afirmação de ser 30 vezes mais rápida ao carregar conteúdo.
Apesar de o foco estar em performance, a Epic reconhece que o novo sistema ainda pode ter bugs — e até pede que os usuários os reportem. "É isso que queremos ouvir", disse a empresa, com tom de ironia.
Para reforçar a transformação, a Epic contratou o ex-líder do Battle.net, da Blizzard, para ajudar a modernizar o EGS. O objetivo, segundo o gerente do serviço, não é derrubar o Steam, mas conquistar uma fatia do mercado suficiente para ser um player obrigatório no PC.