Em meio ao debate global sobre inteligência artificial no desenvolvimento de jogos, a Epic Games confirmou que está ampliando ainda mais o uso de ferramentas de IA generativa — inclusive em projetos-chave como o Fortnite e o Unreal Engine 6.

Segundo Marcus Wassmer, vice-presidente executivo de desenvolvimento, os engenheiros da empresa já não escrevem a maior parte do código. Em vez disso, eles orientam ferramentas de IA para gerar funcionalidades, mantendo o foco na arquitetura e nos resultados desejados.

"Estamos criando quase todo o desenvolvimento atual nos fluxos de trabalho ligados ao Fortnite, ao UEFN e ao UE6", afirmou Wassmer ao programa *This Week In Video Games*. Ele explicou que o processo envolve "vibe-coding" — termo usado pela própria Epic para descrever o uso de IA em etapas criativas, com iteratividade constante.

Apesar das preocupações sobre empregos, plágio e impacto ambiental, a empresa diz estar mais preocupada com o risco de se atrasar do que com o ceticismo em torno da IA. "Não acreditamos que uma abordagem parcial seja viável", disse Wassmer. "Acreditamos que é melhor ser transparente, compartilhar boas práticas e construir o melhor UE6 possível com as ferramentas disponíveis no momento.

Na prática, isso já se reflete em projetos como o novo Epic Games Launcher, que teria sido "vibe-codado" para ser mais rápido que o Steam. A empresa também teria orientado equipes de um jogo da Disney e Marvel a usar IA para arte e código.

Com isso, a Epic se posiciona fortemente em favor da adoção acelerada da IA no setor — mesmo diante de críticas, como a polêmica em torno da política de divulgação de IA da Valve, que exige que desenvolvedores informem o uso de IA em páginas do Steam. Para Tim Sweeney, CEO da Epic, essa exigência é "abominável".