Uma nova revelação sobre o futuro de Mass Effect 5 reforça o sentimento de perda entre fãs e ex-desenvolvedores. Nicolas Sparth Bouvier, recém-nomeado diretor artístico da franquia, compartilhou em suas redes que, nos seis meses em que trabalhou no projeto, a equipe estava extremamente unida e produtiva.
Bouvier, conhecido por seu trabalho em títulos como Halo e Assassin’s Creed, destacou que o grupo era composto por profissionais experientes e altamente colaborativos. "Durante esse tempo, foi uma honra trabalhar ao lado de uma equipe tão talentosa, com a ambição compartilhada de explorar novos territórios criativos mantendo a essência da trilogia original", escreveu ele.
"Sabendo que esse trabalho nunca verá a luz do dia é verdadeiramente devastador. Nós éramos bons nisso. De verdade. Em quase 30 anos na indústria, raramente vi um grupo tão unido, experiente e eficiente em trabalhar juntos", afirmou.
Os relatos de outros ex-membros da BioWare reforçam essa visão. O escritor Derek Künsken descreveu a parceria com Catherynne M. Valente — autora de Mass Effect: Andromeda: Annihilation — como a colaboração mais energizante e produtiva que já teve. O time parecia ter superado os problemas de desenvolvimento que marcaram títulos anteriores como Andromeda, Anthem e Dragon Age: The Veilguard.
Apesar de o projeto ter enfrentado desafios, os relatos indicam que a equipe estava avançando com ideias ousadas, como a possibilidade de gerar linhas do tempo que levassem em conta escolhas dos jogos anteriores. A abordagem narrativa parecia mais focada em profundidade emocional do que em expansão aberta, um contraponto ao modelo de Andromeda.
Com a BioWare fechada e o futuro da franquia incerto, fãs se mobilizam para tentar "salvar" Mass Effect. Uma campanha com mais de 200 mil assinaturas já pede a continuidade do IP, mas há divergências sobre como isso deve acontecer — alguns querem ex-desenvolvedores da empresa, outros defendem que o projeto seja entregue a uma nova equipe.