Um esqueleto encontrado durante escavações em 1997 na capela do Castelo de Stirling, na Escócia, pode ser a primeira confirmação de uma morte causada por um trebuchet, segundo pesquisadores. O esqueleto, conhecido como Esqueleto 150, faz parte de um grupo de restos mortais datados do século 14 que apresentavam marcas de cortes, ferimentos por projéteis e traumas contundentes.

A bioarqueóloga Jo Buckberry, da Universidade de Bradford, examinou os restos e apresentou suas descobertas em uma conferência. Ela notou que os cinco esqueletos com danos de batalha foram enterrados na capela, o que sugere que eles podem ter morrido durante os cercos que o castelo sofreu no final do século 13.

O Castelo de Stirling era uma posição estratégica e foi conquistado pelas forças de Edward I após um cerco prolongado em 1304. O Esqueleto 150, em particular, apresentava mais de 160 fraturas, incluindo um membro inferior destruído e múltiplas fraturas no crânio, indicando um impacto devastador.

Buckberry comparou as lesões a acidentes de carro ou pessoas atingidas por trens, mas concluiu que a causa mais provável era algo lançado por um trebuchet, uma arma de cerco que apareceu na Europa cerca de um século antes. Durante o cerco ao Castelo de Stirling, os ingleses usaram um trebuchet chamado Loup-de-Guerre, conhecido por ser o maior já construído e que causou danos significativos.

As lesões do Esqueleto 150 sugerem que ele foi atingido por um projeto de grande impacto, resultando em uma morte trágica e memorável na história.