Um dos aspectos mais interessantes dos RPGs de mundo aberto é a liberdade que os jogadores têm para explorar e explorar as mecânicas do jogo. Recentemente, Dan Lee, um veterano da Bethesda Game Studios e líder de arte do remaster de The Elder Scrolls 4: Oblivion, compartilhou uma história curiosa de sua experiência como testador do jogo.
Em uma conversa com o site Nintendo Life, Lee relembrou como, ao testar o comportamento da inteligência artificial (IA) do jogo, ele decidiu usar a mecânica de fome de um NPC a seu favor. Em uma missão onde o jogador precisa matar um capitão, Lee teve a ideia de sabotar o personagem ao invés de seguir o caminho tradicional da missão.
"Eu estava aprendendo como a IA funcionava e descobri que os personagens realmente procuram comida quando estão com fome. Então, entrei no barco, peguei toda a comida e deixei uma maçã envenenada no bolso do capitão antes de sair", contou Lee. Quando ele recebeu a notificação de que a missão estava concluída, ficou surpreso ao descobrir que a mecânica do jogo havia funcionado perfeitamente.
Lee correu para contar ao designer Emil Pagliarulo sobre sua descoberta e ficou ainda mais surpreso ao ouvir que a situação não havia sido planejada. "Eu não a contabilizei, foi apenas o funcionamento dos sistemas do jogo", disse Pagliarulo.
Esse tipo de interação é o que torna jogos como Oblivion e Skyrim tão envolventes e replayáveis. Lee acredita que essa experiência, que ele guarda há mais de duas décadas, exemplifica como as mecânicas de Oblivion criam momentos de diversão inesperados. Além disso, quanto mais um RPG se afasta de uma narrativa linear e se torna orgânico, mais imersivo ele se torna.